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Preço do gás de cozinha dispara sem motivo esclarecido

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Cidade(s): Triângulo Mineiro

Após três anos sem reajustes, o preço do gás (GLP) passa de 30 para 40 reais em poucos meses. Motivo de tanto aumento ainda não está definido.

De dezembro a julho, o preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos teve um aumento de 10 reais para o consumidor. O que antes custava de 30 a 32 reais sofreu alterações passando para 35 e hoje está na marca de 40 reais. A alta está relacionada a justificativas incertas tanto pelas empresas fornecedoras quanto pela Associação Brasileira de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg-BR).

Segundo o presidente da seção mineira da Asmig-BR, Alexandre José Borjaili, os reajustes foram gradativos e não há informação oficial para justificar os aumentos. “Estamos empenhados buscando resposta. Essa denúncia de aumentos consecutivos no preço do botijão já foi levada às autoridades e estamos aguardando o recesso da Assembléia de Minas para ter uma audiência com o Ministério Público para auxiliar nesta questão. Enquanto isto, quem paga caro é a população”, disse.
 
Para o comerciante, Clayton Simplício dos Santos o aumento significativo não tem aviso prévio pelas empresas e nem divulgação na mídia. “As fornecedoras só falam que o preço subiu, ou que vai subir no dia seguinte. Os clientes não entendem e nem nós mesmos”, disse. Já o comerciante C. R. S, que trabalha vendendo gás há 15 anos, também não entende os reajustes. “A companhia alega que aumento é devido ao corte de um desconto oferecido para nós e que agora não é mais viável para eles. Os clientes acham que nós é que estamos ganhando com tudo isso, e até de ladrão já me chamaram”, contou.

A comerciante, Daiane Carvalho, explica que em maio houve dois aumentos no preço do botijão, um total de 15% de reajustes naquele mês. “O preço que era 33, 34 reais em média, foi pra 43,00 em maio, só que o Procon pediu pra fazer 40 reais. Hoje, o mínimo que as empresas legalizadas conseguem vender é a 38 reais, fora isso só no mercado clandestino”, dizendo ainda que a explicação que teve para a alta nos preços é de que a empresa precisa reciclar os vasilhames dos botijões que apresentavam vazamentos, tinham o casco degradado e que podiam provocar acidentes.

Para a dona de casa, Antônia Roque, a alta significou um aumento nas despesas. “É um absurdo tanto aumento de preço sendo que as outras coisas não tiveram o preço reajustado, exemplo a gasolina mesmo. Antes a preocupação era com os alimentos e agora penso é como prepará-los, e o pior é que vou ter que abrir mão de alguns produtos para compensar no alto preço do gás”, disse.
 
Borjaili completou que a intenção é que o gás volte aos preços acessíveis e que a Asmirg-BR está empenhada buscando resposta do Ministério e dos Governantes para que seja feita uma intervenção com objetivo de solucionar a questão.

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