TriânguloMineiro.com

Honda lança o Fit, de olho no mercado interno

Voltar

Cidade(s): Uberlândia

Honda lança o Fit, de olho no mercado interno

Primeira das chamadas newcomers a se instalar no Brasil, em 1997, a Honda vai manter, no próximo ano, estratégia oposta ao de várias concorrentes, que vêem nas exportações a principal alternativa para reduzir ociosidade. A montadora japonesa vai dedicar-se quase integralmente ao mercado interno, apesar das previsões de estagnação nas vendas. Também ao contrário de empresas que pretendem iniciar o ano com quadro de pessoal mais enxuto, a Honda vai contratar, a partir do próximo mês, 300 trabalhadores para a fábrica de Sumaré (SP), onde iniciará, em abril, a produção do segundo modelo da marca no País, o Fit.
   O Brasil será o segundo país a fabricar o Fit, depois do Japão, onde em um ano e meio o modelo já é líder de vendas entre os automóveis. De janeiro a novembro foram vendidas 228,6 mil unidades. No País, a previsão é de vender 30 mil unidades ao ano. Entre abril e dezembro de 2003 serão vendidos 23,4 mil versões do modelo. Somente no segundo semestre a Honda iniciará as exportações do Fit para países da América do Sul, mas em pequena quantidade.
   "O principal foco é o mercado interno, e só depois vamos buscar outros clientes", diz o diretor-comercial da montadora, Kazuo Nozawa.
   Neste ano, a Honda exportou apenas 131 unidades do Civic, ante 475 no ano anterior. O modelo é fabricado em 14 países. Com o Fit, a possibilidade de vendas principalmente na América do Sul é maior, mas, por enquanto, a empresa não tem planos ambiciosos para o mercado externo por causa das dificuldades econômicas nos principais mercados-alvo, como a Argentina.
   Nacionalização - O Fit é um carro compacto e terá motor 1.4. Deverá custar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. Chega num ano em que não há grandes novidades previstas no mercado. Além dele, no segmento de automóveis só mais um lançamento está previsto, o do Citroën C3, que terá preço na mesma faixa. A maioria das demais montadoras - que lançaram novos produtos neste ano - deve apenas promover reestilizações nos produtos em linha.
   O modelo chega com 70% de nacionalização, o dobro do Civic, que quando começou a ser fabricado em Sumaré tinha apenas 35% de componentes produzidos localmente. Hoje, esse índice também já está em 70%. Para os dois modelos, motor e transmissão são importados do Japão. Segundo Nozawa, é preciso grande escala de volume para justificar a produção nacional desses equipamentos.
   Em cinco anos de operação, a Honda ainda não conseguiu resultados positivos no Brasil com a unidade de automóveis. Nozawa afirma que não há cobranças por parte da matriz, que vê o mercado brasileiro como estratégico, apesar da frustração em relação às perspectivas iniciais. Assim como a Honda, todas as empresas que se instalaram recentemente no Brasil e as que ampliaram atividades apostavam que o mercado, hoje, estaria perto de 3 milhões de unidades. Na realidade, será metade desse volume e, pelas previsões da maioria das empresas, também em 2003.
   A Honda está investindo US$ 120 milhões para iniciar a produção do Fit. Todo o aporte, segundo Nozawa, vem da unidade de motocicletas, que já está no País há mais de 30 anos, é líder no mercado com mais de 80% das vendas e registra lucros consecutivos. A matriz, diz ele, não gastou nada com a operação, nem mesmo para a construção da fábrica, que consumiu US$ 150 milhões. A fábrica emprega hoje 800 funcionários. A produção foi paralisada até o fim do mês para adaptações necessárias para início da produção do Fit.
   Com o novo modelo, a capacidade da fábrica passará de 30 mil para 55 mil unidades anuais.
   As vendas do Civic neste ano vão somar 20,7 mil unidades, 3% abaixo do volume registrado em 2001. No acumulado do ano, o modelo mantém a liderança de vendas no segmento de sedãs, com 26,2% de participação. O Santana, da Volkswagen, está em segundo lugar, com 25,8% das vendas, e o Corolla, da Toyota, em terceiro, com 22%. A Honda encerra o ano com participação de 1,6% no mercado brasileiro, praticamente o mesmo índice de 2001. "Ainda não vamos entrar no mercado de carros populares, mas o Fit é o primeiro passo para ampliarmos nossa pirâmide de atuação", diz Nozawa.

fonte:Agência Estado

Recomende esta notícia

Clique e conheça o Rio Quente Resorts - PRQ

Compre seu ingresso para o Hot Park no Top Ingressos.

Itens relacionados